quinta-feira, 15 de novembro de 2007

7 - the more he grew, the more he blue

?


corescorescores


e um som pequenino como metais, talvez um triângulo, sem dúvida caixas chinesas


sssim as caixas chinesas acalmam,


Eu sou uma orquestra, mas faltam-me quase todos os intrumentos. Eu sou uma tela sem cor, uma folha suja e amarrotada,
um rascunho insuficiente.


quem vem depois de mim? que palavras dirá? terá a voz,, a candura...
mas eu, eu não-voz, não-candura.
eu sou só vírgulas e reticências, pontos de exclamação nos sítios errados.


A minha pontuação está errada!


(revelação)


Não sei bem dizer: viver. mas, ainda assim, respiro como os demais. respiro, transpiro, suspiro.
queria ser palpável, e maleável, às vezes. queria ter quatro mil dedos e cinco mil olhos, dez mil cérebros e pernas e tudo. queria amar amar amar amar e dar conforto, enxugar lágrimas, calar soluços, apaziguar espíritos atormentados.


amaramaramaramar


e se me dissessem: "não é lá muito seguro..."
eu sempre um passo à frente.


vasculho, às vezes, à noite, dentro de mim; reviro-me: entranhas e tudo. mas não encontro esse amor. Onde, o amor? Esse amor? Sei que sim, que é, mas onde, quando?


quando esse alheio
macio
oblongo
risonho
sentimento sen-ti


se eu vivo. se eu amo.


?