terça-feira, 20 de novembro de 2007

11 - Deserto

Há palavras nos cantos da minha casa. Elas forram o corrimão de sons antigos e familiares, elas sobem comigo as escadas. Deitam-se na minha cama, como se fossem minhas irmãs, e eu aqueço-lhes os membros frios.

Mas permanecem fechadas sobre si mesmas.

Não se entregam, não se dão.

Há palavras na minha casa, mas, hoje, não sei onde estão.