Há palavras nos cantos da minha casa. Elas forram o corrimão de sons antigos e familiares, elas sobem comigo as escadas. Deitam-se na minha cama, como se fossem minhas irmãs, e eu aqueço-lhes os membros frios.
Mas permanecem fechadas sobre si mesmas.
Não se entregam, não se dão.
Há palavras na minha casa, mas, hoje, não sei onde estão.