húmida, a tua mão, do orvalho matinal. Esquece a noite como quem não a tivesse vivido.
sombra, remota como uma estrela (distante). Mas podias ser mais. Mais minha.
nos bancos do jardim em frente, como duas metades, jovens entrelaçam braços e
sons como sereias perdidas. Mas nunca tiveste um lugar nos teus braços para mim.
do que resta, chora então os bocados velhos, o bolor nas lágrimas, na cara suja.
tanque estanque. mas há rachas no tanque, e era mentira o canto da ave
nocturna. Canta agora tu, a plenos pulmões, não tenhas pudor,
sem pudor é melhor, a canção. E será um dia a
lua tua? Talvez. Mas hoje não.