segunda-feira, 31 de março de 2008

25 - Eu queria ser

O que hei-de fazer com costas de ti? E das pessoas. Uma aflição insuspeita abana-me a perna (e é a direita, mas não me apetecia rimar). Que hei-de fazer com palavras apagadas? as palavras não se ressuscitam como ...

Tenho medo dos desastres naturais e dos outros, porque os meus sonhos acordada estão cheios de perigos. E, contudo, sobrevivemos.

Não posso ser eu a cabeça que pensa isto tudo. Mas então quem ou o quê?

Existe uma certa angústia nestas linhas e quase tão palpável

Existe uma certa confusão nestas linhas e existe

Não sei se foi de me deixares sozinha, a chorar
Não sei se foi de me deixar sozinha a chorar

Entretanto apago coisas pelo caminho, talvez consiga fazer de mim os fragmentos de mim mas só os que eu quiser aqueles mesmo bons que não existem

Se vivi tão feliz a felicidade é eterna? Existem tantas perguntas, meu Deus, existem tantas perguntas, existem tantas perguntas, meu Deus, meu Deus, meu Deus, existem tantas perguntas e desespero.

Alguém tinha de to dizer. Existem perguntas e lágrimas como mãos estendidas ao céu e preces de boca fechada. Existem trabalhos e mãos calejadas pés doridos existem rugas nas caras das mães existem sacrifícios calados existe sofrimento e existe.

Dói-me a parte de trás da alma, não, mais para a direita.

O que se passou com lado direito do meu ser?

Serei eu essa folha? Essa luz? Essa cama? Esse astronauta?

Dá-me, dá-me tudo e eu farei