Sinos no teu casamento, mas no futuro. O futuro não é incerto; no futuro, tudo converge para essa paz primordial, esse suspender de tudo, essa brancura, essa maçã (envenenada) que vem desfazer os pecados de todos os homens, para todo o sempre. Tudo acaba e começa, e já não há árvores.
Condescende, condescende, porque o futuro vem aí.
Vês os prédios destruídos e o pequeno Manfred diz-te que tudo é morte e tu estás morto e ele não tem membros para te abanar.
Não há mais bebés, mas essa calma, esse contentamento, não há bebés, não envelheces.
Escondes-te num buraco. Estás cansado. A neve pesa nos teus ombros frágeis. Matas os insectos que te incomodam, as flores que se atravessam no teu caminho.
Mas sentes agora o peso na consciência, é o futuro, e choras baixinho, o que levaste, o que não deste.
Pensas,
o teu filho,
saberá ele ser melhor?
Condescende, condescende, porque o futuro vem aí.
Vês os prédios destruídos e o pequeno Manfred diz-te que tudo é morte e tu estás morto e ele não tem membros para te abanar.
Não há mais bebés, mas essa calma, esse contentamento, não há bebés, não envelheces.
Escondes-te num buraco. Estás cansado. A neve pesa nos teus ombros frágeis. Matas os insectos que te incomodam, as flores que se atravessam no teu caminho.
Mas sentes agora o peso na consciência, é o futuro, e choras baixinho, o que levaste, o que não deste.
Pensas,
o teu filho,
saberá ele ser melhor?