Essa nota, agora para sempre desafinada.
De que me servem as escalas agora? De que me servem os dedos, as mãos? De que me serve a voz? De que me serve respirar e viver?
Essa nota, agora para sempre dissonante.
Os meus nervos ainda não transmitiram ao cérebro. Não estás aqui, mas o meu cérebro dormente diz que sim. Porque não conhece outra realidade.
Essa nota, agora para sempre calada.
Nunca mais o riso, o calor, o carinho, a voz.
Nunca mais as tuas mãos e as minhas.